Uma epidemia de gripe pode se manifestar de forma totalmente inesperada, desafiando a tradicional associação da doença com os meses mais frios do ano. Um exemplo claro disso ocorre quando estados brasileiros enfrentam surtos repentinos de influenza em pleno verão, mostrando que as alterações climáticas e o comportamento social podem inverter a lógica sazonal do vírus.
Quando o número de casos cresce em velocidade alarmante e ultrapassa as barreiras regionais, a situação acende o alerta máximo das autoridades de saúde. Historicamente, esse cenário de contaminação acelerada se repete devido ao relaxamento das medidas sanitárias coletivas e aos baixos índices de cobertura vacinal, que criam o ambiente perfeito para o vírus se espalhar sem controle por uma população vulnerável.
Além do fator humano, a gravidade da situação costuma ser ditada pelo subtipo H3N2. Ele não é um vírus desconhecido da ciência, mas carrega um histórico perigoso de alta transmissibilidade e complicações respiratórias graves, tendo ganhado grande destaque na mídia internacional após provocar ondas severas de hospitalizações no Hemisfério Norte em anos anteriores.
Epidemia de gripe: influenza A – H3N2
A gripe é comum durante as estações mais frias do ano e tudo indica que o que está acontecendo, principalmente no Rio de Janeiro, seja uma “importação” do vírus. Como mencionamos, o relaxamento das medidas sanitárias tem permitido que diversas pessoas viagem para fora sem tomar os devidos cuidados e basta uma pessoa infectada para a contaminação.
Os casos de infecção por H3N2 nos EUA estão sendo monitorados de perto pelo CDC já que estão apresentando um aumento significativo – aumento esse, esperado devido à sua sazonalidade.
Como a Influenza A H3N2 é uma infecção viral aguda, apresenta praticamente os mesmo sintomas da covid-19 e, consequentemente, as medidas tomadas para a prevenção funcionam para ambas, como afirma Suely Amarante para a Fiocruz:
“A influenza apresenta sintomas bem parecidos com os da Covid-19 e a transmissão ocorre da mesma forma. Neste sentido, as ações de imunização são de extrema importância para proteção contra a doença, além das medidas já adotadas para prevenção da Covid-19, e que devem ser mantidas para prevenção de ambas.”
Fiocruz
- Manter a distância de 1,5 metros das outras pessoas;
- Higienizar as mãos com frequência. Lave com água e sabão ou use álcool gel 70%;
- Utilizar corretamente as máscaras, cobrindo a boca e o nariz;
- Adotar hábitos saudáveis, alimentar-se bem e manter-se hidratado;
- Não compartilhar utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros;
- Evitar frequentar locais fechados ou com muitas pessoas.
Principais sintomas
Dentre os sintomas mais comuns e mais relatos, destacamos:
- Febre;
- Dor de garganta;
- Tosse;
- Dor no corpo e dor de cabeça
- Calafrios;
- Secreção nasal excessiva e prostração.
De acordo com Márcio Nehab, infectologista pediátrico do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz): “o tratamento da gripe é feito, principalmente, com o objetivo de aliviar os sintomas e ajudar o corpo a se recuperar mais rápido.”
É preciso ainda ficar atento aos sinais de gravidade, como:
- Falta de ar e dificuldade para respirar;
- Dor ou pressão no peito ou estômago;
- Sinais de desidratação, como tonturas ao ficar de pé ou não urinar;
- Confusão mental.
Nas crianças, os sinais de alerta são:
- Respiração rápida ou dificuldade para respirar;
- Pele azulada (cianose) ou acinzentada;
- Falta de lágrimas ao chorar (em bebês);
- Vômito acentuado ou persistente;
- A criança não acorda ou não apresenta sinais de interação (fica apática);
- Irritabilidade;
- Febre com erupção cutânea e tosse persistente.
A importância do Diagnóstico Molecular
A eficiência dos diagnósticos moleculares se dá justamente pela agilidade, sensibilidade e especificidade e esses exames são fundamentais para situações como a que estamos vendo no país hoje.
Para podermos mapear e controlar o desenvolvimento, não só da covid-19 mas também a Influenza A H3N2, é preciso que mais testes sejam feitos para então tomarmos as devidas providências a respeito dos tratamentos e cuidados.
O nosso Painel Allplex™ SARS-CoV-2/FluA/FluB/RSV Assay é destinado à detecção dos genes N, RdRP e S do SARS-CoV-2, vírus Influenza A e B e vírus sincicial respiratório (RSV) A/B. Seu uso é necessário para a triagem inicial, separando os casos de covid-19 dos casos de gripe.
Já o Painel Allplex™ Respiratory Panel 1 é essencial para a identificação dos casos das Gripes A/B e RSV A/B com simultânea subtipagem de Gripe A em um único tubo.
Este ensaio fornece valores individuais de Ct para cada analito em um único canal do instrumento de PCR em tempo real em 2,5 horas após a extração e provê mais respostas por amostra que qualquer outro método.
Investir em tecnologias laboratoriais avançadas e na testagem rápida é o caminho mais seguro para que sistemas de saúde e laboratórios consigam identificar o avanço dos vírus, oferecendo respostas precisas por amostra e evitando que um surto regional se transforme em uma severa epidemia de gripe.
Entendeu quais são os principais sintomas do vírus da influenza A subtipo H3N2? Para mais informações, acesse o site da seegenebrazil.com.br.
FAQ – perguntas frequentes sobre epidemia de gripe
Com o surgimento de casos de gripe fora do período esperado e a circulação de diferentes vírus respiratórios, surgem muitas dúvidas sobre como diferenciar a influenza de outras doenças e qual a melhor forma de se proteger. Abaixo, respondemos às 5 perguntas mais comuns para ajudar você a entender o cenário e cuidar da sua saúde.
1. Qual é a diferença entre a Influenza A H3N2 e a gripe comum?
A H3N2 não é uma doença diferente, mas sim um subtipo específico do vírus da Influenza A (o vírus da gripe). A diferença principal é que o H3N2 tem uma capacidade muito alta de transmissão e, em alguns anos, sofre mutações que encontram a população com baixa imunidade, provocando surtos mais fortes e com sintomas que aparecem de forma abrupta, como febre alta e prostração.
2. É possível diferenciar os sintomas da H3N2 dos sintomas da Covid-19?
Apenas pelos sintomas clínicos, é quase impossível diferenciá-las com total certeza. Ambas são infecções virais agudas que atacam o sistema respiratório e causam febre, tosse, dor no corpo e coriza. A única maneira segura de distinguir entre Influenza A e Covid-19 é através da realização de testes laboratoriais, como o diagnóstico molecular por PCR.
3. Por que estão acontecendo surtos de gripe em pleno verão?
Historicamente, a gripe circula mais no inverno devido às baixas temperaturas e ao hábito de as pessoas ficarem em locais fechados. No entanto, o relaxamento das medidas de proteção (como o uso de máscaras e distanciamento) e o aumento do fluxo de viagens nacionais e internacionais criam “janelas” para que o vírus seja importado de locais que estão em outra estação climática, espalhando-se rapidamente mesmo em meses quentes.
4. As medidas de prevenção contra a Covid-19 também protegem contra a Influenza?
Sim, perfeitamente. Como os dois vírus são transmitidos da mesma maneira — por meio de gotículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar —, os hábitos de proteção são exatamente os mesmos. O uso correto de máscaras, a higienização constante das mãos com álcool em gel 70% ou água e sabão, e a manutenção de ambientes bem ventilados funcionam como uma barreira dupla contra as duas doenças.
5. O que os testes de diagnóstico por painel molecular fazem de diferente?
Os testes moleculares avançados (como os painéis multiplex) conseguem rastrear e identificar múltiplos vírus de uma só vez usando a mesma amostra do paciente. Em poucas horas, o exame consegue apontar se a pessoa está com Covid-19, Influenza A, Influenza B ou Vírus Sincicial Respiratório (RSV). Isso evita múltiplos testes, agiliza a decisão médica e permite o isolamento correto do paciente, ajudando a conter uma epidemia de gripe.
Leia também: Gripe H3N2: sintomas, transmissão e como é feito o diagnóstico
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