O diagnóstico de trombose é feito por meio da avaliação clínica, exame físico e exames complementares, como ultrassom Doppler, exame de sangue (D-dímero) e, em alguns casos, testes moleculares. Esses exames ajudam a confirmar a presença de coágulos sanguíneos e iniciar o tratamento rapidamente.
Uma em cada 4 pessoas morrem, mundialmente, por complicações relacionadas à Trombose. No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas/ano são afetadas por algum fenômeno trombótico. [1]
Segundo a definição do Ministério da Saúde, “A trombose ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região. O problema maior é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.”
A incidência é maior em mulheres na faixa de 20 a 40 anos devido à maior exposição aos fatores de risco, como o uso de anticoncepcionais ou tratamentos hormonais, mas isso não exclui o risco dos homens também desenvolverem problemas correlacionados.
Outros fatores de risco são o histórico familiar, os níveis de colesterol no sangue, peso, sedentarismo, longas hospitalizações e o consumo de álcool e tabaco.
O que é trombose?
A trombose ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo dentro de veias ou artérias, bloqueando o fluxo normal do sangue. Esse bloqueio pode causar dor, inchaço e, em casos mais graves, levar a complicações como embolia pulmonar ou acidente vascular cerebral (AVC).
Tipos e formas de trombose
A trombose pode ser classificada em dois tipos: aguda ou crônica; das quais a aguda, na maioria das vezes, é controlada pelo próprio organismo sem a necessidade de intervenção médica.
O tipo crônico requer atenção médica já que, durante o processo natural de dissolução do coágulo ficam sequelas que destroem a estrutura das válvulas, prejudicando o retorno sanguíneo.
A trombose pode ainda ser dividida baseada na sua forma de manifestação [1], ou seja,
- Trombose venosa profunda (TVP), conhecida popularmente apenas por trombose, é a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas na parte inferior do corpo, geralmente nas pernas. É a forma mais comum da trombose.
- Trombose arterial — existem também trombos que se formam nas artérias, bloqueando-as totalmente. Quando existe uma obstrução total das artérias do cérebro, por exemplo, ocorre o que é conhecido como Acidente Vascular Cerebral (AVC). Nesses casos, a região a que o sangue não chega sofre um infarto cerebral e morre.
- Trombose hemorroidária. Quando uma hemorroida tem a formação aguda de trombos, chamamos isso de uma trombose hemorroidária. Esse quadro implica no desenvolvimento de um nódulo com edema e de coloração arroxeada na margem anal. É frequentemente acompanhado de dor severa.
Os principais sintomas da trombose e a sua relação com a covid-19
Infelizmente, a trombose pode acontecer de maneira assintomática, sendo observada tardiamente, podendo comprometer o tratamento. Quando apresentados os sintomas, é mais comum a presença de aumento da temperatura das pernas; alteração de coloração nos membros inferiores, que geralmente ficam vermelho-escuro ou arroxeados; endurecimento da pele e a presença de dor ou inchaço.
Os pacientes que passam por cirurgias de joelho, quadril e/ou alguma fratura precisam de cuidados redobrados já que a trombose pode ocorrer após uma cirurgia ortopédica. É importante ficar atento aos seguintes sinais [1]:
- Uma dor diferente da dor da cirurgia;
- Vermelhidão ao longo da perna (que aparece de repente ou inchaço que está piorando);
- Inchaço na perna (que apareceu de repente ou inchaço que está piorando);
- Aumento da temperatura (calor) da perna que está doendo;
- Respiração curta e rápida, e palpitações, podendo acontecer desmaio;
- Tosse com sangue;
- Dor no peito ou nas costas (que não é comum).
No nosso artigo, “Trombose e covid-19 — Entenda essa relação” abordamos a relação entre essas duas condições com mais profundidade e, no estudo mais recente publicado pela revista British Medical Journal (BMJ) foi atestado que a infecção é um fator de risco para o desenvolvimento de coágulos sanguíneos, e não a causa direta da trombose.
O estudo aponta que, após a infecção por covid-19, há um risco maior do paciente desenvolver trombose venosa profunda, embolia pulmonar e sangramento interno em um período de dois meses.
Comparando os riscos de coágulos sanguíneos após a covid-19 com o nível normal de risco, os cientistas dizem que [2]:
- 4 em 10 mil pacientes com covid-19 desenvolveram TVP, em comparação com 1 em 10 mil pessoas que não tiveram a doença.
- Cerca de 17 em cada 10 mil pacientes com covid-19 tiveram um coágulo de sangue no pulmão, em comparação com menos de 1 em 10 mil que não tiveram a doença.
Anne-Marie Fors Connolly, pesquisadora do Departamento de Microbiologia Clínica da Universidade de Umea, na Suécia, e principal autora do estudo, afirma que “Com este tipo de estudo só podemos determinar se existe uma associação entre a covid-19 e coágulos sanguíneos ou hemorragias.” [2]
Já Jon Gibbins, diretor do Cardiovascular Research Institute, da Universidade de Reading, aponta que “Os dados são claros ao mostrar que há uma associação (entre covid-19 e coágulos), mas o que não está totalmente claro é como essa associação funciona. Mais esforços são necessários para determinar se isso se deve a uma condição inflamatória de longa duração ou a alguma forma de disfunção imunológica de longa duração.” [2]
Como é feito o diagnóstico de trombose?
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O exame físico, anamnese e os testes clínicos são as primeiras medidas para o diagnóstico de trombose. Recomenda-se observar [3]:
- Sinal de Homans — caracterizada por dor ou desconforto na panturrilha após dorsiflexão passiva do pé.
- Sinal da Bandeira — menor mobilidade da panturrilha quando comparada com o outro membro.
- Sinal de Bancroft — dor à palpação da panturrilha contra estrutura óssea.
Conforme o Dr. Neivaldo José Nazaré dos Santos, “Por se tratar de uma doença com sintomas e sinais inespecíficos, a realização de exames complementares é mandatória para o diagnóstico de certeza e início da terapia anticoagulante.”
Para tanto, o diagnóstico molecular é o recomendado para fazer o diagnóstico da trombose devido à sua alta sensibilidade. O PCR em tempo real é fundamental para a identificação das mutações responsáveis pela deficiência dos inibidores naturais da coagulação e das mutações que causam o aumento do nível dos fatores de coagulação.
A Seegene Brazil possui o Painel Molecular que detecta e caracteriza simultaneamente 6 SNPs (1 no Fator II, 3 no Fator V e 2 nos genes MTHFR) que representam os principais fatores genéticos de risco para a trombose venosa, aperfeiçoando o diagnóstico da trombose.
Baseado na tecnologia exclusiva mTOCE™ – esse ensaio detecta e caracteriza múltiplos SNPs sem alteração no desempenho utilizando PCR em tempo real com uma única reação.
Principais características do Painel:
- PCR em tempo real multiplex;
- Análise específica de SNP;
- Múltiplos SNPs por canal;
- Analisador automático de dados;
- Sistema UDG.
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Referência
[1] https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/trombose-1
[2] https://www.bbc.com/portuguese/geral-61065897
[3] https://pebmed.com.br/trombose-venosa-profunda-como-diagnosticar/
FAQ: dúvidas comuns sobre diagnóstico de trombose
Se você ainda tem dúvidas sobre como identificar, confirmar e tratar a trombose, confira abaixo respostas para as perguntas focadas em diagnóstico e tomada de decisão rápida.
1. Quais exames detectam trombose além do ultrassom?
Além do ultrassom Doppler, o diagnóstico pode incluir exame de sangue (D-dímero), angiotomografia (em casos de suspeita de embolia pulmonar) e, em situações específicas, venografia ou testes moleculares para investigar predisposição genética.
2. Quando a trombose pode não aparecer nos exames?
Em fases muito iniciais ou quando o coágulo é pequeno, alguns exames podem não detectar a trombose imediatamente. Nesses casos, o médico pode solicitar repetição dos exames ou usar métodos complementares para confirmar o diagnóstico.
3. Quem tem mais risco de desenvolver trombose?
Pessoas com histórico familiar, obesidade, sedentarismo, uso de anticoncepcionais, gestantes, pacientes pós-cirúrgicos ou que ficam muito tempo imobilizados têm maior risco. Doenças inflamatórias e alterações genéticas também aumentam a probabilidade.
4. Trombose pode voltar depois do tratamento?
Sim. A trombose pode ser recorrente, principalmente se os fatores de risco não forem controlados. Por isso, o acompanhamento médico e, em alguns casos, o uso contínuo de anticoagulantes são fundamentais.
5. Existe prevenção para trombose?
Sim. Medidas como manter-se ativo, evitar longos períodos sentado, hidratar-se bem, controlar o peso e seguir orientações médicas após cirurgias ajudam a reduzir o risco. Em casos específicos, o médico pode indicar medicação preventiva.
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